Diário de um covid_er forçado (22 de Janeiro de 2021)
E então, gente boa! Como tem sido o vosso confinamento?! Pelo que vejo e vi quando saí a meio da tarde para resolver assuntos pendentes (mas logo de seguida regressei a casa) o trânsito continua a ser notoriamente o mesmo que há umas semanas. Ontem foi dia de passagem pelo jornal e tive já alguma noção sobre o confinamento mas mesmo ali ao lado - dois jovens - em idade escolar, sem máscara a ouvir "música" e a falar alto. Foi para isso que encerraram as escolas?
Coloquei música entre aspas porque "Peixe Azul" do grande Miguel Araújo saiu para o mercado (atualmente apenas em formato físico CD, e em Março nas restantes plataformas digitais). Acompanho desde os primórdios Azeitonas e no caso do Miguel nunca houve mudança de atitude e não se tolda pelo sucesso, continua a fazer o que fazia. É bem capaz de ser o sucessor de Carlos Tê e a onda do Rui Veloso (que segunda-feira será o convidado de Fátima Campos Ferreira em "Primeira Pessoa").
Musicalmente, o Projecto "Tons Próprios" tem tido avanços e recuos (nada que não esteja habituado, o confinamento adiou o regresso a estúdio - é certo - improvisado - mas ausente de posteriores favores. Há tempos falava disso com o músico e amigo André Rodrigues que me tem dado a conhecer o metrónomo. Calhou de gravar para o telefone todos os temas de forma totalmente crua e dei por mim com lapsos nos poemas. Acontece...! Há umas semanas entrei em contacto com a Tânia Ganho que escreveu "Apneia" e será a minha próxima convidada no ciclo de conversas.
Aqui há obras à porta, o trânsito parado e a sinfonia de buzinas fizeram-me companhia na hora do lanche.
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