Seis

Regresso, quase sempre Àquele lugar Espero que a noite chegue E respiro aquele ar do mar Escrevo palavras esbaforidas Umas quem sabe ao sabor do vento Como se elas fossem capazes De me perceber, de me dar alento Solidão, esquecimento, Desilusão? Não, Aqui não penso, nem sequer no sentimento Desço ao mar Deixo as minhas pegadas marcadas E peço melhores manhãs Tardes e madrugadas Deixo a cidade para trás Fujo para lá do monte Agora acordo de manhã E há um azul no horizonte Amanhã talvez volte E me esqueça do que escrever Talvez seja a hora de fechar a caneta E quem sabe... VOLTAR a viver. Longe da cidade e do monte, na praia escrevi... Sei lá bem onde!

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