Sete

Sou pelas viagens, pelas descobertas do desconhecido (ou por vezes nem tanto), tudo isso que agora acontece (escrito) teve lugar num autocarro a caminho da estação de comboios de Florença. Mochila apoiada nos ombros, mala para cinco dias, um cartão de memória quase cheio. Ao meu lado, uns dois ou três passos atrás um jovem casal local, não me pareciam turistas. Ele, teria pouco mais de trinta e cinco, ela, de chapéu e pele lisa terá nascido em oitenta e pouco (uma boa colheita). Na confusão da chegada e para que nada falte na final check, trouxe o meu braço atrás e as nossas mãos tocaram-se. Eu fiquei um pouco atrapalhado, ela sorriu e disse que não havia problema. Ele, olhava o aglomerado de gente na fachada da estação. Ainda hoje não sei o seu nome, a sua idade mas na memória ficou-me a sua idade da pele, o perfume e o sorriso. Abençoada a hora em que procurei no autocarro se tinha tudo comigo.

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