Diário de um covid_er forçado (30 de Janeiro de 2021)

Quando a quarentena tomou conta das nossas vidas, abri uma espécie de diário no Facebook. Partilho agora com vocês, o que eram os dias. 


- Um dia quase normal -


Hoje fui o primeiro a acordar, a descer as escadas, a encarar o "mundo" que ainda não percebeu que esta pandemia é a sério. Desde o senhor que na fila do pão estava com a máscara abaixo do nariz, dizendo que estava sempre a escorregar... Dois amigos na rua a conversar sem distância ou máscara.
O trânsito mantém-se como se fosse um dia normal, alguns fogem para o trabalho, outros ao super, à farmácia, etc. Tinha marcada uma sessão fotográfica para o jornal ao final do dia, saí para a farmácia "à civil", mas quando me preparava para regressar ligaram-me para saber se podia passar na rua 16 com a 62 para a derrocada de um edifício.
Naquela ideia mais comum do "cinema" idealizamos o WTC a desabar como um dominó, mas na realidade não é assim. Umas imagens para o "directo" e regressar a casa, ainda deu para reencontrar pessoal conhecido, o comandante dos bombeiros e agendar na memória o sorriso no olhar de uma menina mulher.
Só saio para o necessário, e à hora marcada estava no jornal. É estranho ainda saber que a Arena estará vazia nos próximos meses, mas ter aquele edifício e aquele rectângulo em silêncio para uma breve sessão pós entrevista é muito fixe!!
O Porto voltou a dar uma alegria, e depois de jantar dois episódios de uma série que me colou (de novo) à Netflix "Virgin River" conta a história de uma enfermeira que vende tudo o que tem para exercer a profissão no meio do nada. É baseado no livro de Robyn Carr, e tem como personagens principais Martin Henderson como Jack e Alexandra Beckenridge como Melinda Monroe.
É uma cidade pequena e onde todos se conhecem. Melinda vem para auxiliar Doc na sua clínica por imposição da mulher. Uma série calminha e que dá para pensar em como os planos de vida podem ser mudados de um momento para o outro. 

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