Diário de um covid_er forçado Versão 21.01
Até novidades em contrário, haverá um reforço de vinho tinto, charutos, livros e memórias Facebookianas.
Hoje, foi particularmente um dia esquisito, ontem quando me recolhi disse "amanhã vou buscar o jornal quando acordar...". As notícias já tinham saído e era o último exemplar do diário desportivo Made in Porto.
A Covid-19 atingiu também três dragões!! As dragonas mantiveram-se negativas!! Hajam boas notícias, ontem venceram no voleibol aqui bem perto no centro luso venezuelano. Acabada a leitura apaixonante da vida de Sá Carneiro - mergulho agora com o mesmo sorriso - a um senhor que dispensa apresentações, e não falo do "Pa(c)to Donald" do Nuno Rogeiro. Antes, uma autobiografia de Júlio Isidro. Sempre me questionei da sorte que muitos tiveram com a voz que a natureza lhes deu. Hoje, por exemplo aquele homem que era um sem-abrigo nas ruas dos Estados Unidos já foi recebido pela Oprah - sempre no formato 16/9 (a persona em questão).
Lá fora, o mundo parece que vai continuar a fazer a sua vida de mãos dadas com as excepções, o banco, os correios, o mercado, a farmácia, o rqp! Aqui a vida segue igual, sair em serviço, ao mercado só mesmo quando é necessário e quando se vai enche-se o carrinho e aguarda-se por uma chamada de um prémio na Sonae ou no Pingo Doce. Tenho ouvido (embora não faça questão) a Maria João e o José a falarem de brilho nos olhos da Endesa - como se eles fossem clientes da própria.
Hoje, revimos pela hora de almoço um amigo através das novas tecnologias, música, Miguel Araújo, poesia e saúde na ordem do dia. Como seria um confinamento no tempo da guerra? Ok!! Nunca o irei saber, mas temos de sentir privilégio por isso.
Agora, com vista para a rua presto atenção ao som dos carros e motorizadas. São 18h45m, talvez quando o sol se despedir do céu da cidade me recolha algures no meu canto e leia ou escreva um pouco de poesia.
Gostava de escrever (pelo menos uma vez) algo sobre a minha estada por este mundo e o que dele me sobra ver. Razão tinha o Umberto
- o mundo está carregado de livros bons que ninguém lê.
Desculpem (se não for tal e qual assim), é a emoção que me atraiçoa.
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