Diário de um covid_er forçado - Versão 21.01_final(v.2)

Antes de mais, um grande abraço ao pessoal que insiste em dar nomes às versões dos ficheiros. Numa tese de mestrado, doutoramento, um novo livro, etc. Estou quase a concluir um processo literário vai para quatro anos, comecei a escrever na noite de natal (depois de receber mais um par de meias) que as minhas tias insistem em me oferecer por esta altura, foi nesse ano que me convidaram para uns dias de férias em Barcelona - cidade que vive eternamente no meu coração - lá fomos... Bem, mas é melhor não dizer como voltei... Quase sem ouvir, com uma otite tremenda, o meu tio que me fazia perguntas difíceis quando só via asfalto escuro e noite cerrada, acabámos por dormir uma horita numa estação de serviço, como o típico imigrante que vem visitar a família. 


Quando passámos por Madrid pensei: porreiro, já só falta metade. Pensar que muitas pessoas estavam a dormir serenamente ou nos copos longe do covid, e nós ali, num VW Golf com cinco graus abaixo de 0. Bem, já me distraí com o que ia contar: hoje dei por mim a pensar como vou resolver esse assunto, tenho uma pasta que se chama "Livro Novo - A Casa com Jardim", sei de cor o nome das personagens, já escrevi as últimas frases e (vejam bem...!) este até trará um epílogo. Só há um problema - NÃO SEI ONDE O PUS! 

Hoje foi dia de ir buscar o pão, os jornais e ser o primeiro da família a acordar. Lembrei-me dos tempos em que a Becas era o meu despertador, quando nova fazia questão de me acordar com o focinho encostado à minha pele. Tenho saudades disso! E ao que vivemos hoje ainda ganharia uns cobres alugando-a para passeios higiénicos. Faz lembrar a história da velhinha que era alugada para na Expo 98 passar à frente de toda a gente. A partir da décima quinta vez chorava quando a tiravam de casa. Não sei se ainda é viva mas duvido que aceite um convite para tomar um café no Parque das Nações. 

Fiz companhia ao meu pai a Gaia, matei saudades do estúdio e do quão orgulhoso me sinto de o ter feito a partir do nada. Tenciono em breve voltar a trabalhar! A chuva apareceu, em força, no regresso. Umas compras, uma visita de médico a casa da minha irmã e duas fogaças óptimas para a família na Pá Velha. O mundo tem mudado e cada vez mais me sinto privilegiado e próximo do Comércio Local. Espinho é uma cidade pequena mas grande em tantos aspectos, no tracto, na proximidade, nas suas (algumas) gentes! Portugal quase que conseguiu um desiderato frente a uma super Noruega e o Veríssimo não conseguiu levar o Benfica à final. 

Bem, depois desta viagem acho que vou começar a idealizar o próximo projecto (que tenciono apresentar em 2021), mas a verdade é uma: aprendi a não mudar de ficheiro para NÃO ME PERDER!   

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