Doze

Entitulado "As senhoras com pressa de passar pela Vanessa..." Ontem, como podia ter sido noutro dia qualquer, passei no Mercadona para umas compras de última hora, café, chocolate, pasta dos dentes, ovos de galinha criadas ao ar livre, bolachas de canela e Iogurtes 0% de frutos vermelhos. Embora a ideia inicial do texto tenha surgido no momento, foi impossível escrever na hora e partilhar com vocês. O título até podia ser outro, preferia (de longe) falar sobre o sorriso no olhar da Vanessa. Como sou uma pessoa com boa educação (às vezes até em demasia) deixei passar uma senhora que tinha três itens, não tinha pressa e estava confortável com as minhas / nossas compras no carrinho verde peqeuno. Agradeceu, e enquanto isso aproveitei para fazer um scroll no Instagram. Não vai há muito tempo que o Mercadona passou a ser para mim uma referência, não só por ser perto de casa, por ter espaço para estacionar mas pelo café "faça você mesmo" tão giro ao canto, na entrada. A equipa, nota-se, é escolhida com tino. Recebem com um sorriso, pedimos desculpa de incomodar, sorriem ainda mais. A Vanessa, creio já ter sido atendido na caixa por ela, esboçou um sorriso quando me viu ceder o meu lugar na fila. COloquei depois as minhas / nossas compras o mais arrumado possível para que o processo de passagem pelo infra-vermelhos seja célere. Quem estava com pressa era a pessoa que vinha atrás. Além de ter enviado "às ortigas" a questão dos dois metros, a senhora que eu deixei passar ainda estava a guardar as coisas no saco. A Vanessa, olhou a senhora que estava a meio metro de mim e encolheu os ombros, esboçando depois um terno sorriso através do olhar à minha pessoa, pedindo desculpa pelo sucedido. Enquanto guardava os ovos, et al uma outra senhora de idade parecida à personagem que se colou a mim tocou-me no ombro e perguntou se eu precisava do carrinho verde. A Vanessa encolheu os ombros novamente, eu disse baixinho: - Esta gente tem sempre pressa. - Boa noite! - Obrigado, Vanessa! Boa noite e bom trabalho! Não sei se mais alguma vez a Vanessa estará na primeira caixa às dezanove e trinta e dois, mas se tal acontecer não vou ceder a passagem a ninguém, e quem se aproximar a menos de dois metros mando um aviso. É caso para dizer: "As senhoras passam, a Vanessa, fica...".

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