Quatorze

Por diversas vezes se perguntou, olhando ao espelho que reflectia um pouco daquilo que representava para o mundo, se a sua presença era escusada ou apresentava uma clara e evidente importância. Nascera pouco tempo depois do mau tempo de inverno, alguém plantara sementes, dela, das irmãs mas apenas ela vingou... Ou antes, cresceu um pouco mais. Passadas as primeiras alergias da primavera chegaram os quentes meses de junho, julho e agosto. Milhares de crianças acorreram ao parque para a ver imóvel na água, foram centenas, esquecera-se já do número de luzes que vira dos aficionados da fotografia. Sentia-se especial, reflectia a sua beleza na água com vista para o moderno parque da cidade. De manhã acordava ao som de corvos e falcões, muitos poisavam em si... para se verem ao espelho. Chegou o outono, e com ele as frias tardes. Hibernou... até que a primavera voltou... para a fazer desabrochar e brilhar de novo...

Comments

Popular posts from this blog

Três

Amélie - o fechar de um ciclo aos 16

Silêncio, precisa-se!